22 de maio de 2014

27 de Maio de 2014 Workshop Aberto em Biossíntese: MEDOS, FOBIAS E MANIAS


medo, fobias e manias

Que é o medo e para que serve?
Quando é patológico?
Como tratar autorregular, desmistificar e identificar?
Como se expressa o medo no corpo?
Que ferramentas se podem usar na clínica?
Que são as fobias e como se tratam?
Que são as manias?
Qual a relação entre medo, fobias e manias?


Estratégias e ferramentas para a sua prevenção, identificação e intervenção - Exposição Teórica e Vivencial / Abordagem terapêutica da Psicoterapia Somática em Biossíntese*

As consequências de viver com Medo e a possibilidade de o transmutar!!!
Os seres humanos vivem com medo de abrir o coração ao Amor, por medo da mágoa, de se expressarem com medo de ficar vulneráveis, de estenderem a mão para pedir ajuda, por medo da rejeição, de agredir, por medo de serem destruídos… Por vezes é assustador sentirmos mais vitalidade, termos sensações mais intensas.
Por termos medo da vida procuramos controlá-la, dominá-la.
Acreditamos que é perigoso sermos levados pelo fluxo das emoções.
O nosso medo da vida espelha-se na nossa maneira de nos mantermos ocupados, a fim de não sentirmos.

- Vamos olhar para o medo mais como um modulador e um alerta para as nossas dificuldades.
- Vamos criar a possibilidade de sentir intensamente e deixar que o nosso ser se auto-regule nesse contato.


Dia: 27 de Maio de 2014 (terça-feira)
Local:
CPSB - Avenida 5 de Outubro nº 122, 5º Esq. (Lisboa - Campo Pequeno)
Horário:
19h às 21h30
Investimento:
 
5€ Associados e Parceiros C.P.S.B. / 10€ Não Associados C.P.S.B.


Confirme a sua presença para: 21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com

Confirmação obrigatória. Vagas limitadas.

12 de maio de 2014

Recordar os princípios básicos da Biossíntese: Os Campos Motores


Existem oito campos motores, cada um com a sua polaridade:


Polaridades dinâmicas:

Flexão --------------- Extensão
Tracção ------------- Oposição
Rotação --------- Canalização
Activação ---------- Absorção

A utilização destes campos motores pode ser dividida em duas formas. A primeira baseia-se na observação do paciente, tentando reconhecer qual o(s) campo(s) motor(es) onde ele se sente mais confortável e qual ou quais são os mais desconfortáveis e porquê. Após esta observação, é então possível usar estes campos motores como ferramenta da terapia corporal. Claro que, ao colocarmos esta ferramenta à disposição do nosso paciente, também será possível observar de forma mais precisa a forma como ele lida com determinados movimentos.

Assim sendo, cada campo motor reflecte uma postura ou um movimento que pode nos fornecer bastante informação sobre o nosso paciente. Importa agora saber um pouco mais soube cada um:
 
1º Campo de Flexão: Postura do bebé no útero, é a posição fetal, de auto-protecção, recolhimento. A posição fetal ressoa em estados de regressão e representa um desejo de retirar-se do mundo para um estado de maior segurança.

2º Campo de Extensão: É o oposto do primeiro: “eu estou aqui”, em expansão, equilíbrio. O corpo expande-se, a espinha estende-se, os braços ampliam-se e as pernas alongam-se. O nascimento é a nossa primeira grande extensão.

3º Campo de Tracção: A primeira experiência de tracção é o mamar. A partir daí e pela boca, o bebé experimenta o mundo, aprende o que precisa e demonstra-se principalmente pelos braços, é o Eu Quero.

4º Campo de Oposição: É o Eu Não Quero, o empurrar; A primeira expressão é no nascimento, quando empurra com a cabeça para sair.

5º Campo de Rotação: Relacionado com a flexibilidade, com o adaptar o corpo a novas estratégias. A primeira expressão é quando o bebé dá a volta no útero. A acção de caminhar, balanceando entre a esquerda e a direita é um tipo de rotação -> dispersão.

6º Campo de Canalização: Capacidade de ter um objectivo e levá-lo até ao fim. É a capacidade de concentração e foco. Quando exagerado torna-se em fanatismo. Na criança, ela vê o que quer e aponta, canaliza a sua vontade.

7º Campo de Activação: No seu exagero: Hiperactividade; é a energia que nos move, é dizer “eu vou” e estar carregada para o fazer. É a locomoção com movimentos activos nos braços e nas pernas. Para o hiperactivo, o descanso é uma tortura. A vitalidade é a palavra-chave deste campo motor.

8º Campo de Absorção: No seu exagero é a hipotonia, ocorre pela primeira vez quando o bebé nasce e olha vidrado pela primeira vez para a sua mãe. Neste campo absorvemos o que chega e incluímos na nossa vida. A meditação insere-se neste campo.
 
Quando o indivíduo está saudável e pulsa em todos os campos, temos o Campo de Pulsação.

6 de maio de 2014

Ser mulher e depois ser mãe



Artigo de opinião*


Diz-se que a sociedade impõe aos meninos que não chorem, que não demonstrem fragilidades e que sejam Homens, com H grande, com capacidade para lidar com a vida de uma forma quase bélica, mas também quase heróica e altruísta (este último, qb).

Dei por mim a pensar nisto e a perceber que está incompleto. Isto também acontece no feminino. Pelo menos, e de forma subtil, foi o que me chegou: tenho de me esforçar sempre para estar a postos para qualquer luta que surja; não posso baixar os braços, tenho de tentar sempre estar entre os melhores; não posso fraquejar e muito menos ser frágil ou desistir.

Não sei se é algo português, se é uma imposição apenas da minha geração, ou talvez da minha área geográfica (teria de fazer uns inquéritos), mas o que é facto é que a mulher também tem de ser forte. Esta e outras imposições externas, tanto nos homens como nas mulheres, traduz-se numa enorme rigidez,seja ela de movimentos, de emoções, ou de pensamentos condicionados. E com isto andamos todos e todas a neurotizar e a perguntar: porque é que nunca me sinto satisfeito? Porque é que não me sinto plena? A resposta nunca é fácil, e como sempre, é preciso ultrapassar o sintoma e ir à origem.


Na biossíntese o fluxo entre o pensar, o sentir e o agir são ideias chave. E é também dada atenção à origem da neurose, à origem dos sintomas psicossomáticos, sempre sem esquecer a nossa história e os seus condicionamentos.

Com a gravidez, como é óbvio, este tema intensifica-se. Queremos acompanhar a nossa neurose, veloz, e o corpo não vem connosco. Queremos continuar à mesma velocidade, fazer cinquenta coisas ao mesmo tempo (o cérebro feminino é multi-pista, nunca se esqueçam) e não é humanamente possível. Gravidez não é, efectivamente doença (lá está mais um clichet metido à bruta pela sociedade e que faz com que a grávida não se queixe), mas o estado de graça por vezes não tem nada de engraçado e é necessário saber quando parar ou abrandar.

E com isto tudo, esquecemo-nos do mais importante: não existem duas mulheres iguais e não existem duas gravidezes iguais, logo, a experiência de uma não é, nem pode ser, a experiência da outra. Então, vemo-nos numa encruzilhada: a sociedade diz que temos de ser fortes e aguentar o mais possível, o nosso corpo diz-nos "nem pensar", as nossas emoções ficam todas baralhadas e a mente só complica, com os seus filmes e ideias, histórias e crenças... E foi nesta encruzilhada que me deparei com a frase em cima, parece que de facto nada é por acaso, e surgiu na melhor altura. Temos de tratar de nós, olhar seriamente para a nossa saúde (física e mental) e reflectir bastante sobre estas encruzilhadas da vida. E digo reflectir para avançar, e não mastigar na neurose algo que os nossos dentes já não mordem.

Foto: https://www.facebook.com/HuffPostWomen/photos/a.196854310382630.47501.153213781413350/651692994898757/?type=1
*Autora: Ana Caeiro