30 de abril de 2014

Recordar os princípios básicos da Biossíntese: Ectoderma, Endoderma e Mesoderma


Biossíntese é sinónimo de integração de vida e o seu conceito central é a existência de 3 correntes energéticas fundamentais no corpo, associadas com as 3 camadas de células germinativas no embrião: Ectoderma, Mesoderma e Endoderma.



                                                                                                     
O Endoderma é então a camada interna do corpo do feto e remete-se às vísceras, ao que é mais primitivo, produzindo os tecidos que metabolizam a energia. De acordo com David Boadella, o nível energético de uma pessoa dependerá da mobilização eficiente da sua energia, e esse metabolismo é principalmente influenciado pela emoção. O autor exemplifica com o estado de uma pessoa emocionalmente deprimida: o metabolismo do corpo é mais lento, o apetite é menor e a respiração é drasticamente reduzida.

A camada seguinte, que será a camada celular central do feto, é o Mesoderma que se irá transformar o sistema central nervoso, muscular e ósseo e o coração. É um sistema de acção e de movimento.

A terceira camada, que é a externa, é o Ectoderma, que forma todos os tecidos nervosos do corpo e dos orgãos dos sentidos incluindo a pele. Este é um sistema criado para reunir e coordenar informações sobre o mundo.

Estas correntes energéticas expressam-se como fluxos de movimentos através dos músculos (Mesoderma); com fluxos de percepções, pensamentos e imagens através do sistema nervoso (Ectoderma); e como fluxos de vida emocional no centro do corpo, através do sistema vegetativo (Endoderma). Num estado saudável ou maduro, todo este processo acontece de forma harmoniosa. Tensões e traumas vividos na vida intra-uterina e extra-uterina impedem a integração destas 3 correntes e seu livre fluxo, provocando a emergência do distúrbio.

Elaborado com base no livro "Correntes da Vida" de David Boadella.
Imagem de origem desconhecida 


22 de abril de 2014

Lidar com pessoas tóxicas

Por vezes, sem conseguirmos explicar, existem pessoas que nos parecem tóxicas, ou cuja energia ou atitude nos afecta. Na maior parte das vezes nem conseguimos explicar o que é que, da outra pessoa, nos afecta tanto. O que sabemos é que até a perspectiva de estar com essa pessoa nos deixa com pouca energia e quando estamos com ela, sentimo-nos drenados.

Existem pelo menos cinco questões que podemos colocar sobre esses relacionamentos, por forma a ser possível encará-los de outra forma:

1) Sente-se bem quando pensa que vai estar essa pessoa? Que sensações essa pessoa lhe transmite, quando pensa em estar com ela?
2) Estão em caminhos / projectos de vida semelhantes?
3) Sente algum ressentimento ou amargura quando está com esta pessoa?
4) De ambos, quem tenta manter o relacionamento? Sente que investe mais na manutenção da relação do que a outra pessoa?
5) Sente-se dependente dessa outra pessoa para se sentir feliz ou bem consigo própria?

Se identificar determinada pessoa como alguém que drena a sua energia, com ou sem estas respostas, então será importante verificar o que podemos adaptar no nosso comportamento para que possamos lidar melhor com este tema. De facto e ao longo do tempo vamos percebendo que não podemos mudar os outros, mas sim, a nossa atitude perante eles.

Antes demais, acredito que será importante pesar a importância dessa pessoa na nossa vida. Conseguimos estar menos tempo com ela, e queremos que isso aconteça? Por vezes não temos como evitar, pois poderá ser um colega com quem trabalhamos directamente ou até mesmo um familiar que não podemos deixar de ver. Neste caso, devemos questionar: como podemos impor limites e estar com essa pessoa numa atitude mais positiva? Devemos falar mais ou ouvir mais o outro? É um tema para reflectir e cujas ferramentas de resolução dependerão de pessoa para pessoa e de relação para relação.

Elaborado com base no artigo "5 Signs its timeto let go of a toxic friendship" (http://www.mindbodygreen.com/0-12845/5-signs-its-time-to-let-go-of-a-toxic-friendship.html)

20 de abril de 2014

29 de Abril de 2014 Workshop - Trauma, intervenção terapêutica. Do problema ao recurso

29 de abril ws aberto em biossintese com a dra. maria del mar
  Neste workshop abordaremos os diferentes tipos de trauma, o seu impacto na construção do nosso Self e formas de o transformar e regular.
Vamos aprender como transformar as experiências traumáticas, recuperar o equilíbrio e a autorregulação da ativação, que orienta, permite estar no presente e, fluir na vida.

Questões:
Conhece a diferença entre trauma de choque (como morte de alguém, agressão, abuso, catástrofe natural...) e o trauma clássico?

Sabia que a indiferença permanente por parte de um dos progenitores pode ser suficiente para criar um 'trauma clássico?

Sabia que assistir a conflitos, carência afetiva ou falta de reconhecimento pode ser tão arrasador como um trauma de choque?

Sabia que muitos dos sintomas, tiques, manias, fobias ou mesmo doenças orgânicas provêm de sentimentos e emoções, não elaboradas e não expressas ou por “movimentos interrompidos”?

Vamos aprender a modificar imagens restritivas para imagens transformadoras, integrando corpo, emoção e ação.


Exposição Teórica e Vivencial:
Ferramentas essenciais para a auto-regulação
Os sinais corporais de tensão emocional
Tomada de consciência e a corporificação do novo contacto interno
Permissão interna para a aceitação e expressão plena do nosso self
Importância da respiração equilibrada.

Abordagem experiencial de quatro grandes técnicas:
Respiração
Visualização
Meditação com consciência plena (mindfulness)
Relaxamento profundo.

Uma abordagem em Biossíntese - Herdeira das grandes correntes da psicologia e da psicoterapia, cuja linha de intervenção integra aspetos Mentais, Emocionais, Somáticos e Energéticos. Uma síntese entre o Antigo Conhecimento Oriental e as Novas Descobertas Cientificas sobre a Mente Humana e o Corpo - Uma nova abordagem integral e holística do ser humano.


Data: 29 de Abril de 2014 (terça-feira)
Horário: das 19h às 22h
Local: Lisboa, Av 5 de Outubro 122, 5º Esq. (Campo Pequeno - Lisboa)
Investimento: 5€ Associados e Parceiros C.P.S.B./
                         10€ Não Associados C.P.S.B.

Confirmação obrigatória: 21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com

1 de abril de 2014

Ler o nosso corpo

No mundo moderno onde nos inserimos, vivemos numa corrida. Temos horas marcadas, horários por cumprir e regras que não podemos esquecer. Andamos de folha em folha, percorrendo uma agenda que se quer cheia, confusa, mas de andamento rápido.


As várias exigências do dia-a-dia, a par desta agenda que nos acelera o passo deixam-nos atordoados: a família, o trabalho, as exigências burocráticas, o colégio dos miúdos... Tudo são temas que nos fazem correr e pensar que o dia é curto e que os anos passam rápidos demais. Mas, para além desta percepção errónea do tempo, não nos conectamos com o nosso corpo e não estamos atentos aos sinais que ele nos envia. Existem alturas em que, em vez de tentarmos ouvir o nosso corpo e perceber a origem de alguns sintomas que ele emana, tentamos calá-lo ao atacar esses mesmos sintomas com medicamentos que por vezes não são necessários. Aqui será necessário fazer uma ressalva: com isto não queremos dizer que não se deve medicar, antes pelo contrário, num caso de doença será sempre importante procurar aconselhamento médico. No entanto, antes da doença se agravar, o corpo poderá emitir sinais para os quais é importante tomar atenção. A questão é que às vezes vivemos com tanto ruído que não ouvimos o corpo a falar.

De facto, viver num clima de stress e num elevado ritmo ao qual a nossa sociedade obedece, acaba por obscurecer os sinais que o corpo transmite quando tem alguma queixa a fazer. E como não o ouvimos ele vai falando cada vez mais alto até que um dia grita. E aí vemo-nos obrigados a olhar para ele e a tratá-lo, desde o sintoma que grita, à origem do problema, esta mais silenciosa e por vezes mais difícil de encontrar.

Se por um lado nem tudo é psicossomático, por outro, existem muitos sintomas que advêm de uma questão psicossomática. São esses sintomas, essas somatizações que estão a encapotar algo bastante interno e nosso e que por vezes é tão difícil de detectar. Poderei deixar o exemplo de uma jovem mulher que, quando tinha cerca de 20 anos ficou sem voz. Quando percebeu que este era um sintoma que já estava instalado, ao procurar a medicina convencional, descobriu que tinha uns nódulos na garganta que nasceram, possivelmente, por não saber falar e respirar correctamente e em conjunto. Após várias sessões de terapia da fala, os nódulos desapareceram sem deixar rasto e a voz regressou. Mais tarde, ao procurar respostas na Psicoterapia Corporal, conseguiu entender porque ficou sem voz. De facto, naquela altura, e em todos os quadrantes da sua vida, esta mulher não tinha voz. O corpo apenas acabou por acompanhar algo que era inconsciente e que só foi tornado consciente cerca de 10 anos depois.

Claramente que quando temos um percurso em psicoterapia se torna mais fácil efectuar este tipo de ligações ou pontes, quando elas existem. Fazer pontes entre o corpo e o nosso inconsciente é algo que pode ser aprendido e treinado, mas nem sempre é algo transparente, rápido ou certeiro. Resta-nos tentar confiar nas nossas capacidades e também nas capacidades do nosso terapeuta que nos acompanha nesta viagem de vida que é o mergulho dentro de nós.

Texto de Ana Caeiro
Imagem: http://seremovimento.wordpress.com/2010/07/04/1290/