16 de maio de 2013

Como levar o paciente à escrita: métodos de abordagem



Nos últimos posts temos abordado o tema da escrita criativa como ferramenta a ser usada no consultório. Hoje pretendemos falar um pouco sobre a forma de abordar o paciente e de que forma podemos promover a escrita no consultório. Claramente que é necessário primeiramente perceber se esta é uma ferramenta que pode ser usada para determinado paciente.

Costuma se dizer que não há melhor amigo do escritor do que uma folha em branco. Folhas em branco, lápis, canetas e afins devem ser presença obrigatória num consultório de Psicoterapia Somática em Biossíntese. A presença deste material é sempre um convite que pode ser expresso verbalmente pelo terapeuta.
Se encontrarmos um paciente que pode ser levado à escrita criativa, há que ter um cuidado especial sobre o que fazer com aquilo que é produzido na sessão. A palavra do cliente é fundamental e é ele que deverá decidir se pretende expor o que escreveu, mostrar a alguém ou até mesmo fazer um ritual de destruição do papel (rasgando ou queimando), por forma a apagar o que foi dito ou a deixar que fique marcado.

Recordamos que é essencial perceber o que é simbólico para o paciente. Será que ele acredita que queimando um papel, o que fica escrito é eliminado para sempre ou será que fica mais vincado em si? A observação do paciente é sempre importante em todos os processos, e nesta ferramenta esta verdade não é excepção.

Texto de Ana Caeiro Imagem: http://www.unifal-mg.edu.br/letras/