24 de dezembro de 2013

Dar a mão, deixar a mão


Quando uma criança está a aprender a andar, não podemos esperar que ande sozinha se lhe estivermos a segurar na mão. Assim é o caminho da terapia. E é este o caminho que poderíamos tomar nas nossas vidas e, principalmente, nas relações que temos.

Parece-me idílica a imagem de ajudar alguém a aprender a andar de bicicleta: Vamos deixando a nossa mão nas costas do novo ciclista e retiramos no momento certo. No momento certo para que o atleta ainda sinta o medo e a sua conquista. No momento certo para que ele sinta a transição. Naquele momento chave em que sabe que está por sua conta, mas que ainda está alguém lá atrás quem, embora não o toque nem vá evitar uma queda, o vai ajudar a levantar. O problema é encontrar o momento certo para largar.

Parece-me que esta imagem é rara. Penso nas mães com medo que não largam o ciclista. Lembro-me dos pais "ocupados" com outras tarefas e que não podem dar uma mão. E recordo que existem pessoas que não sabem viver sem esta mão dada.

E esta bicicleta ou estes passos, são a vida. E saber quando nos devemos afastar para que o outro aprenda a viver é fundamental. E difícil. Porque nestes momentos pensamos na mão que queríamos ter nas nossas costas.

Imagem: http://mattewnobre.blogspot.pt/2010/12/aprender-andar-e-o-primeiro-passo-dar.html 
Texto de Ana Caeiro

10 de dezembro de 2013

Workshop - Despedidas, Lutos, Transições e Renascimento, 12-12-2013

12 de Dezembro de 2013
Workshop Aberto em Biossíntese 
Com a Psicóloga, Psicoterapeuta e Trainer Internacional
Drª Maria del Mar
Despedidas, Lutos, Transições e Renascimento
Existe muita semelhança entre o desamparo que sentimos perante a perda de alguém querido e a perda de nós mesmos.
Entre a perda de algo com que contávamos e, deixar de contar conscientemente connosco.
Em ambos casos após o choque inicial em que tomamos alguma consciência, chega o sentimento e com ele a tentativa de expressão emocional.
Quotidianamente, experimentamos pequenas mortes, pequenos momentos finitos.
Ser concebido, nascer, a infância, a entrada na escola, a adolescência, a primeira relação, o primeiro trabalho, um novo trabalho, uma nova relação, separações, perda de seres queridos, chegada de filhos, mudança de casa, de país, velhice... Aprender a viver as nossas transições, as nossas pequenas e grandes mortes, ajuda-nos a viver a vida com intensidade, unidade e com a sensação de plenitude.
Se não vivemos as pequenas mortes na cultura que nos rodeia, evitaremos falar delas, entraremos em colapso, ignoraremos com medo de morrer de emoções terríveis, inúteis ou resignar-nos-emos.
Neste Workshop falaremos de:
* Formas de morrer.
* Momentos chaves.
* As fases do luto.
* Desenvolver diálogos internos
* Mudar perceções.
* A vitalidade e o Prazer.
* O Renascimento do meu Eu.
Estando perto a transição para um novo ano, o que também significa uma pequena morte, convidamos a experimentar a possibilidade de transitar com Consciência, Integridade e Amor pelo seu SER.
"Na vida não se morre de nada, Só da Morte"

Local: C.P.S.B. - Av. 5 de Outubro nº 122, 5º Esq. Lisboa
Horário: 18h30 às 21h30
Investimento: 5€ Associados e Parceiros C.P.S.B. /10€ Não Associados C.P.S.B.

Confirme a sua presença para: 21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com
Confirmação obrigatória. Vagas limitadas.

25 de novembro de 2013

Workshop Trauma - Coimbra 07 de Dezembro

07 de Dezembro de 2013 Coimbra | Quinta das Lágrimas
 
Workshop: Trauma

Dinamizado por: Psicóloga, Psicoterapeuta e Trainer Internacional 
Dr.ª Maria del Mar Cervantes 

Intervenção Terapêutica no Trauma (do problema ao recurso)

Uma abordagem em Biossíntese*: Uma nova abordagem integral e holística do ser humano, herdeira das grandes correntes da psicologia e da psicoterapia, cuja linha de intervenção integra aspetos Mentais, Emocionais, Somáticos e Energéticos.
Uma síntese entre o Antigo Conhecimento Oriental e as Novas Descobertas Cientificas sobre a Mente Humana.
Neste workshop abordaremos os diferentes tipos de trauma, o seu impacto na construção do nosso self e formas de o transformar e regular. Vamos aprender como transformar experiências traumáticas, recuperando o equilíbrio e a autorregulação da ativação, que orienta, permite estar no presente, e fluir na vida.
Algumas questões:
*Conhece a diferença entre trauma de choque (como morte de alguém, agressão, abuso, catástrofe natural...) e o trauma clássico?
*Sabia que a indiferença permanente por parte de um dos progenitores pode ser suficiente para criar um 'trauma clássico?
*Sabia que assistir a conflitos, carência afetiva ou falta de reconhecimento pode ser tão arrasador como um trauma de choque?
*Sabia que muitos dos sintomas, tiques, manias, fobias ou mesmo doenças orgânicas provêm de sentimentos e emoções, não elaboradas e não expressas ou por “movimentos interrompidos”?
Vamos aprender a modificar imagens restritivas para imagens transformadoras, integrando corpo, emoção e ação.
Exposição Teórica e Vivencial:
Ferramentas essenciais para a auto-regulação
Os sinais corporais de tensão emocional
Tomada de consciência e a corporificação do novo contacto interno.
Permissão interna para a aceitação e expressão plena do nosso self
Importância da respiração equilibrada*
Abordagem experiencial de quatro grandes técnicas:
Respiração
Visualização
Meditação com consciência plena (mindfulness)
Relaxamento profundo.
Horário: 10h00 às 17h30 (Cofee break a meio da manhã e tarde. Almoço livre)
Número de participantes: 30
Confirmação obrigatória para:
21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com
Preço: 15 € Pagamento (inclui IVA):
Transferência Bancária: 0018 000321298484020 85 (Santander) enviar comprovativo por e-mail ou Cheque para: CPSB
Professora:  Drª.Maria del Mar Cegarra Cervantes.

15 de novembro de 2013

Workshop de Introdução à Biossíntese - 18 de Novembro

18 DE NOVEMBRO de 2013
WORKSHOP DE INTRODUÇÃO À BIOSSÍNTESE
Com a Drª Maria del Mar
Este Workshop, tem como objetivo dar a conhecer a Dinâmica da Biossíntese e a sua aplicabilidade. Faremos recurso a vários exemplos e técnicas, daremos a conhecer a Escola, o Curso de Pós-Graduação assim como o programa de formação e as aplicações práticas, desde o atendimento individual, a grupos, empresas, etc...
 

* O que é a Biossíntese?
* Bases da Biossíntese. Fundamentos e a relação entre o Cognitivo, o Emocional, o Corporal e o Energético.

* Bases do trabalho Psico-corporal, a sua relação com os Sintomas e Doenças físicas.

 * Que ferramentas, dinâmicas e filosofia se aprenderão durante o Curso.

 * O que é "SER PSICOTERAPEUTA SOMÁTICO"?

Este Workshop terá uma parte teórica mais aprofundada e um trabalho vivencial. Será entregue material pedagógico para consulta.
 
Para os nossos atuais Alunos e os novos Alunos que se juntam ao 12 º Curso, estas horas serão contabilizadas no curriculum pedagógico, sendo passado um Certificado oficial das horas de formação.

Destinatários: psicólogos e médicos (acesso direto à certificação de Psicoterapeutas após a conclusão da formação na íntegra); licenciaturas ou equivalentes como, Enfermeiros, Professores, Educadores, Assistentes Sociais, Fisioterapeutas, Farmacêuticos, Recursos Humanos, reinserção social, Biólogos, Terapeutas da Fala e afins.

Local:
 C.P.S.B. - Av. 5 de Outubro nº 122, 5º Esq. Lisboa
Horário: 18h30 às 21h30
Investimento: 10€ para novas candidaturas e os interessados que querem saber mais sobre a Biossíntese.
Entrada livre para os alunos do 12º Curso Pós Graduação em Biossíntese.

Confirmação obrigatória para: 21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com
Vagas limitadas

Professora:  Drª.Maria del Mar Cegarra Cervantes.

14 de outubro de 2013

Workshop - A Biossíntese e o trabalho com a sexualidade

a biossintese e o trabalho com a sexualidade
A nossa sexualidade é um tema fundamental na nossa vida, que não se reduz ao ato sexual em si. A nossa auto imagem; a relação com o corpo, a forma como o tratamos, mostramos ou escondemos. Como o nos afastamos ou aproximamos de pessoas e/ ou de situações prazerosas ou destrutivas. A forma como construo as minhas fantasias e perversões. As consequências na nossa vida diária de uma sexualidade não vivida na sua plenitude. O medo da entrega. O aprisionamento emocional. A relação com os meus sentidos e a relação com a criatividade no trabalho e na saúde.
Além de perguntas como:
Como me relaciono com o meu corpo e a minha carga sexual?

Tenho uma libido saudável?

Como me relaciono com a alegria e a minha capacidade de excitação?

A sexualidade é importante para mim? Demasiadamente? Ou de menos?

Será que a sexualidade está separada do coração? Ou não?

Terá a minha saúde algo a ver com uma sexualidade saudável? Ou são coisas independentes?

Estou prisioneira/o de crenças ou fantasias com idealismos?

Como construi na realidade o meu ser sexual?

Como me relaciono com o prazer de estar vivo? Ou será que sobrevivo?

Em relação à sedução: sou sedutor/a ou sou seduzido/a?

Se sou terapeuta, como poderei abordar este tema?

Qual a relação entre a sexualidade e a espiritualidade?

Este será um Workshop orientado para a Clareza, falando e trabalhando estes temas sem tabus.
Dia: 22 de Outubro de 2013 (terça-feira)
Local: C.P.S.B. - Av. 5 de Outubro, nº 122 – 5º Esq. Lisboa
Horário: 18h30 às 21h30
Preço: 5€ Associados e Parceiros C.P.S.B. /10€ Não Associados C.P.S.B.
Confirmação obrigatória para: 21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com

8 de outubro de 2013

Esquizóide



Na sua vertente psicótica, ou mais doentia, o carácter esquizóide transforma-se em esquizofrénico, nome conhecido no mundo actual e que se define por uma demência na qual o paciente tem alucinações e sofre de delírios. Na sua obra, Lowen distingue o carácter esquizóide do carácter esquizofrénico, sendo que ambos se diferenciam apenas por uma questão de grau. Neste trabalho vamos apenas considerar o carácter esquizóide.

A principal característica do esquizóide é o facto de ser muito mental. Refira-se que o carácter esquizóide é pré-genital, pois a fractura pode ocorrer muito cedo. Na biossíntese afirmamos que esta fractura pode ocorrer ainda no útero, sendo que, por vezes, os bebés sentem-se tão bem dentro da sua mãe que podem nascer depois do tempo normal de gestação. Esta necessidade de permanecer no conforto do útero pode revelar que estes bebés não querem nascer porque o ambiente cá fora é frio. 

A fractura mais primitiva pode ocorrer nos primeiros três meses de gravidez. Nesta fase da gravidez, a fase endodérmica, uma situação de trauma faz com que o bebé, numa atitude defensiva, leve a energia para outro lado, neste caso, para onde, posteriormente se vai desenvolver a cabeça (neste momento leva a energia para onde não existe nada; o cérebro ainda não se desenvolveu). Mas o bebé pode levar a energia para a cabeça noutros momentos da gravidez. 

No entanto, relembramos que, para Lowen, as fracturas só ocorrem após o nascimento, facto que ele reflecte na sua obra: “Não há nenhuma consideração teórica que nos obrigue a colocar a mais precoce etiologia da condição esquizofrénica no período pré-natal. A privação do amor materno não é uma experiência que, até ao momento, possa ser identificada como ocorrendo anteriormente ao nascimento da criança.” (Lowen, 1977: 334).

Seja como for, estes bebés acabam por crescer num meio frio, distante e com falta de contacto (idem, 333). Em casos mais extremos, a criança cresce com um terror profundo, medo de perseguição e da violência física (idem, 335). Desta forma, desenvolvem tendencialmente uma respiração quase inexistente para se tornarem transparentes, pois não gostam de ser olhados. As suas emoções tendem a ser ridicularizadas na infância e a mãe do esquizóide adopta uma postura de afastamento. Muitas vezes esta é uma mãe com um ajuste de vida muito rígido e é capaz de lidar com tudo desde que não haja muito stress sobre ela. 

Quando a criança se expressa ou age de forma autónoma, esta mãe fica aterrorizada, como se fosse perder o controlo, tendo uma resposta exagerada. O pai do esquizóide, tendencialmente, tem receio do terror demonstrado pela mãe do seu filho pois isso faria com que ele a tenha de ajudar, controlar e relacionar-se com ela de modo a satisfazer as suas necessidades. Este pai pode ser retraído e distante ou ter uma personalidade semelhante à mãe, de rigidez. De facto, a inteligência emocional destes pais é pequena. 

O traço positivo do esquizóide é ser brilhante, é o génio, é um ser criativo e é muito observador. Eles conseguem ser criativos de modo construtivo (idem, 323). Têm também uma grande capacidade para as sensações espirituais, para a ternura e simpatia, no entanto, têm dificuldades em focalizar estes aspectos em objectos do mundo real. 

Fisicamente têm muitas tensões no pescoço (corte entre o pensar e o agir - cabeça - coluna) e procuram espaços pequenos para se aninharem, para voltarem ao útero, onde estavam confortáveis. Têm tendência para problemas de pele, tumores na cabeça e para falarem baixinho. Não aguentam catarses, bioenergética ou até mesmo o toque ou o olhar nos olhos.

Refira-se que para o esquizóide a relação com o seu corpo é diferente do que nos outros caracteres. Para ele, o corpo é usado como usa o seu automóvel (idem, 324). Ele não tem a sensação de que é o seu corpo. Esta sensação pode ser visível: a sua cabeça não parece estar presa com firmeza ao pescoço, os braços estão soltos como se estivessem enfraquecidos e há uma notória falta de contacto entre as pernas e o solo, que é reflexo de pés fracos.

Em suma, as principais fragmentações do carácter esquizóide ocorrem na separação entre a cabeça e o corpo; na cisão do corpo em duas partes distintas a partir do diafragma; na desunião entre o tronco e a pélvis e a dissociação das extremidades.

Vínculo

O vínculo é difícil para um carácter que se diz ter um distúrbio afectivo grave (Lowen; 1977: 322) e onde as emoções são geralmente inadequadas.

Apesar de ser possível para o esquizóide centrar os seus sentimentos mais ternos, por um breve período, noutra pessoa, a tensão originada pela tentativa de manutenção do contacto provocará uma ruptura (idem, 324). Caracterizados como frios, para um esquizóide, “o degelo pode provocar uma inundação que extravasará o leito do rio” (idem, 335). Refira-se ainda assim que o que congelou não foi o seu coração, mas sim os seus músculos. Apesar de odiar inconscientemente a sua mãe, o esquizóide não é uma pessoa fria e odiosa. O seu ódio não lhe envolve o coração.

A nível da terapia, refira-se que, se existir um bom contacto com o paciente, é possível um progresso muito grande com base no facto do esquizóide ter poucos mecanismos de defesa do ego e também na sua vontade de resolver problemas. Apesar de este carácter ter olhos distantes, indicativos da sua falta de contacto com a realidade, Lowen refere que na terapia, os olhos do esquizóide procuram os olhos do terapeuta, desejando que o contacto de estabeleça (idem, 328).

Imagem: http://nodoascendente.blogspot.pt/
Texto de Ana Caeiro
Referências:

LOWEN, Alexander (1977); “O Corpo em Terapia, a abordagem bioenergética”; Summus Editorial; 11ª Edição; São Paulo.

25 de setembro de 2013

28 de Setembro - Workshop: Ansiedade, Stress e Burnout, em Coimbra

Estratégias e ferramentas para a sua prevenção, identificação e intervenção - Exposição Teórica e Vivencial / Abordagem terapêutica da Psicoterapia Somática em Biossíntese*

Todos nós enfrentamos diariamente desafios e obstáculos, e, por vezes, a pressão é difícil de gerir. Quando nos sentimos mais sobrecarregados sob pressão, ou temos dúvidas sobre como satisfazer as exigências colocadas sobre nós, aí experienciamos o stress. Em pequenas doses, o stress pode ser benéfico. Pode dar-nos o estímulo de que necessitamos, motivando-nos a dar o nosso melhor e a manter-nos focados e em alerta. No entanto se estivermos a viver com elevados níveis de stress, estamos a colocar todo o nosso bem-estar em risco. O Stress, continuado, gera o caos no nosso equilíbrio físico e emocional.

Irritabilidade, dificuldade em dormir, cansaço, baixa imunidade, falhas de memória, dificuldade de concentração, apatia, taquicardia, palpitações, tremores, medos repentinos, dificuldade em relaxar, dificuldade em parar os pensamentos ruminantes, falta de sentido para a vida, alteração da libido, problemas sexuais, infertilidade...

Causas de Stress
Vulnerabilidade ao Stress
Identificação de fatores de Stress internos e externos
Stress positivo e Stress negativo
Stress pessoal e Stress profissional
Sinais e Sintomas de Stress
Alertas físicos, cognitivos e emocionais
Alertas cognitivos
Alertas emocionais
Sintomas físicos, cognitivos e emocionais de Stress
Atenção; Memória; Irritabilidade
Psicossomática
Abordagem experiencial de quatro grandes técnicas:
Respiração
Visualização
Meditação com consciência plena
Relaxamento profundo.

Quinta das Lágrimas
Com: Professora Dr.ª Maria del Mar Cervantes
Horário: 10h00 às 18h00 (Co ee break a meio da manhã e tarde. Almoço livre)
Número de participantes: 30
Confirmação obrigatória para: 21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com
Preço: 15 € Pagamento (inclui IVA): Transferência Bancária: 0018 000321298484020 85 (Santander)
ou Cheque para: CPSB