17 de outubro de 2012

Trauma (2ª Parte)



O sinal do trauma pode surgir no dia seguinte em que ocorre, meses depois ou até mesmo anos depois. Inclusivamente poderão ocorrer episódios de amnésia episódica na qual um individuo se esquece de um episódio traumático. Este tipo de amnésia é uma perda transitória de memória que pode ser posteriormente recuperada.

Em terapia, a catarse pode ser uma ferramenta muito adequada para algumas situações traumáticas, no entanto, facilmente poderá re-traumatizar o paciente ou poderá apenas ocorrer uma descarga sem consciência, o que não promove a sua resolução. Desta forma é necessário ter muito cuidado na forma como lidar com pacientes que nos trazem situações muito traumáticas. Caso estejamos a falar de uma pessoa mais rígida, se for uma pessoa estruturada, a catarse poderá ser uma forma de lidar com o trauma. O mesmo não se poderá dizer de um individuo que esteja num estado pré-psicótico ou que seja considerado um borderline.

Refira-se que é possível sentirmos o trauma como nosso, apesar de não o vivermos. Um exemplo poderá ser o do ataque terrorista em Nova Iorque em 2001, no qual se gera um trauma assistido, no qual vemos o trauma dos outros, transpondo-o para nós.

O alerta que fazemos em Biossíntese é que o terapeuta não deve ficar só no trauma, pois biologicamente, o organismo traumatizado quer avançar, quer ir para o futuro.

Imagem: http://bloconovaera.blogspot.pt/2010/01/estados-de-erudicao-e-absorcao.html