11 de setembro de 2012

Quatro tipos de espelhos

Podem se estabelecer quatro tipos de espelho entre mãe e filho. Em Biossíntese, estes espelhos são verificados na terapêutica do Facing e são os seguintes:


1) Espelho invasivo: A mãe distorce a imagem do bebé através de projecções. Estabelece internamente e para si, como deve ser o bebé através de uma imagem que é criada. Uma situação típica é a imagem de um bebé calmo, a mãe pensa para si que um bom bebé não faz barulho.

2) Espelho depressivo: O bebé procura a mãe naquilo que ela lhe espelha e o reflexo que recebe é vazio. Nesta situação, não existe contacto e poderemos estar perante uma mãe depressiva ou demasiado ocupada.

3) Espelho que reflecte: A mãe reflecte o bem e o mal, sendo um espelho empático, presente. As emoções são assim bem-vindas em ambos os lados e cada uma das partes é aceite pelo que é e não pelo que faz.

4) Espelho que convida: a mãe convida o seu bebé a ser alegre. Estimula o seu desenvolvimento permitindo que o bebé se expresse e investigue o mundo à sua volta.

O tipo de espelho que se estabelece entre a díade irá influenciar determinantemente a forma como o bebé se vai desenvolver assim como a sua forma de se relacionar com os outros, baseando-se neste vínculo primordial que se estabelece com a mãe.

É importante referir que o papel do pai é também de grande importância na vida do bebé, ainda assim, a proximidade da mãe com o bebé através da nutrição e a relação simbiótica que se estabelece, é fulcral no estabelecimento de vínculos futuros.

Olhando para nós e para a nossa história, e com base nestes tipos de espelho, podemos questionar-nos: como foi a nossa relação com a nossa mãe a nível de espelhamento? Se já somos mães, como é que espelhamos, ou espelhámos, a nossa história no nosso bebé? Estas são algumas das questões colocadas na terapêutica em Biossíntese que nos ajudam a compreender formas de relacionamento na idade adulta.

Imagem: http://www.euroferragens.com.br/loja.phtml?f=1&cprod=1540