3 de setembro de 2012

Imagens



Em Biossíntese, consideramos três níveis através dos quais podem surgir as imagens internas:

1) As imagens podem ser usadas de uma forma superficial ou defensiva. O paciente usa as imagens como uma defesa contra a realidade. Neste sentido, a produção de imagens é constante, prevalecendo a perda de contacto com a realidade. O indivíduo perde-se em si mesmo num conjunto de imagens de desejo, sejam elas arquétipas ou de carácter místico. Um exemplo de uma imagem superficial ou defensiva é a visualização de imagens sobre o futuro.

2) As imagens de caráter restritivo são imagens de medo, frequentemente relacionadas com uma situação de trauma. As imagens internas fazem o paciente sofrer e surgem frequentemente através de pesadelos. São imagens que retraem a energia do indivíduo e quando surgem é fundamental intervir através dessas mesmas imagens (quando possível). Uma intervenção possível é a de colocar o paciente a explicar a imagem de uma forma objectiva e lógica. Ao dar lógica, há a possibilidade de retirar intensidade ao seu conteúdo. Através da visualização também existe outra forma de intervir que consiste na capacidade de alterar a imagem ou a história associada, transformando-a em algo melhor e com sentido. Numa maior ligação ao corpo também é possível propor ao paciente que descreva a sua imagem de medo enquanto está de pé, numa posição de controlo. Perspectivando a destotalização, é igualmente plausível pedir ao cliente que dialogue com o corpo, dando a uma parte dele um significado (como por exemplo, se a imagem tem um diabo, colocar esse diabo na mão, corporificando a imagem). Esta última intervenção permite ao paciente usar o corpo na transformação da sua imagem e, consequentemente, da sua história.

3) O paciente poderá ter imagens criativas que derivam da sua essência. São imagens inspiradoras através das quais o paciente se sente em contacto consigo mesmo e que podem surgir através de sonhos ou da meditação. Estas imagens são um recurso que o indivíduo pode usar numa situação neurótica ou num estado mais depressivo.

Refira-se que em Biossíntese trabalhamos as imagens através da terapêutica do Facing, já referida no Blog da Biossíntese e que convidamos a reler.

Imagem: http://www.math.rochester.edu/people/faculty/jnei/FRACTALS.html