29 de março de 2012

Um rio não se empurra


Em terapia falamos de processos. O processo do paciente, e também o processo do terapeuta, que aprende em cada sessão, com aquilo que é trazido pelo seu paciente.

O ritmo de cada um deve ser responsavelmente respeitado. Cada um de nós tem a sua velocidade, de acordo com as especificidades do seu próprio processo, que inclui a sua história e as suas perspectivas para o futuro.

Desta forma usamos uma frase característica: o rio não se empurra. Um rio tem a sua própria velocidade, tal como nós. E por vezes, é errado tentar parar as águas ou tentar fazer com que elas corram mais depressa. A natureza é sábia, e o rio, igualmente sábio, tem diferentes ritmos em diferentes partes da sua história. E nós também. Na juventude podemos ser mais impetuosos e correr mais rápido, enquanto na foz da vida desaguamos tranquilamente no mar.

Seja como for, em determinados momentos da nossa vida, o melhor é seguir a correnteza, respeitando o ritmo do nosso rio.


Imagem: http://blog.travelpod.com/travel-photo/samsonite32/4/1257455701/gushing-rivers.jpg/tpod.html