2 de fevereiro de 2012

Os grandes bloqueadores: nuca, garganta e diafragma




A nuca, a cabeça e o diafragma são os três reservatórios de energia entre os quais pode haver uma maior conjunção (pontes) ou disjunção (bloqueios). Existindo uma boa ponte entre estes três pontos, tudo flui com naturalidade. No entanto, podem existir tensões que podem promover o acumular de energia em determinado local.


Vejamos os três bloqueios / cortes que podem ocorrer:

1) Nuca: Corte entre o pensamento (cabeça) e o movimento (coluna) – existirá dificuldade de agir se a energia estiver presa na cabeça e poderá haver dificuldade em pensar, caso a energia esteja apenas direccionada para o movimento. Num paciente obsessivo, veríamos que existe um dispêndio enorme de tempo na ideação de acções que posteriormente não se concretizam, pois a energia que faria a pessoa mover-se está presa na cabeça. Se a energia está acumulada abaixo do bloqueio do pescoço, veríamos um paciente com um típico padrão de movimento impulsivo em que pode existir uma hiperactividade, sem um planeamento prévio das acções.

2) Garganta: corte entre o pensamento (cabeça) e a emoção (abdómen) – dificuldade em conectar o pensamento com as emoções. Se a energia emocional estiver acumulada, o paciente poderá sentir as emoções fortes e não expressar, pois esta não flui através da garganta. Apesar de existir uma enorme pressão emocional interna, um engolir de emoções, a face está sem expressão, impassível.

3) Diafragma: corte entre a emoção (abdómen) e o movimento (coluna). O diafragma, estando livre, tem como função principal, regular a respiração. Um diafragma tenso quebra a integração entre a respiração e o movimento. Aqui poderão existir dois padrões de ruptura. Num deles, o paciente move-se de forma mecânica, com pouca emoção e com uma respiração silenciosa. No outro, o paciente tem uma respiração com um ritmo elevado, normalmente num estado de ansiedade, não encontrando forma de traduzir essa energia, mobilizada pela respiração, em movimento. Nestes casos, observamos que a respiração é hiperactiva e o sistema muscular pouco activo.

Elaborado com base no texto “Diagnóstico Pulsátil”, de Esther Frankel
Esquema retirado do texto referido
Imagem: http://encantodossonhos.blogspot.com/2009/07/deixe-vida-fluir-normalmente-sorria.html