24 de janeiro de 2011

Somos mutantes: por DEEPAK CHOPRA

"Vimos de uma única célula que se divide e que num determinado momento se transforma numa célula diferenciada constituindo os órgãos, a pele, os membros e todo o nosso corpo. Mas ao principio era uma única só célula. Sabe-se hoje que qualquer célula do nosso corpo guarda toda a memória e é sensível a uma nova memória. A memória celular conserva assim todo o nosso eu e a cada experiência e vivência temos possibilidade de transmutação e consequente mudança das nossas células." Dra. Maria del Mar

Partilhamos, neste blog, trabalhos cujo conteúdo vai de encontro às bases e fundamentos da Biossíntese. Hoje com imagens e texto da autoria de Deepak Chopra*:

*Deepak Chopra é indiano, radicado nos EUA desde a década de 70, médico formado na Índia, com especialização em Endocrinologia nos Estados Unidos. Filósofo de reputação internacional, já escreveu mais de 35 livros e é um dos mais respeitados pensadores da atualidade.

13 de janeiro de 2011

Introdução à Biossíntese

23 de Fevereiro de 2011
Workshop de Introdução à Biossíntese Tema 0
para formação das turmas de Pós-graduação (Terapeutas e Psicoterapeutas)
Neste workshop teórico vivencial será explicado o que é a Biossíntese, sendo usados vários exemplos e técnicas, dando a conhecer a Escola, o Curso de Pós-Graduação, o programa e as suas aplicações.

Serão criadas duas novas turmas: a 10ª e a 11ª.

Uma turma será integrada em exclusivo por psicólogos e médicos para acesso directo à certificação de psicoterapeutas após a conclusão da formação na íntegra; outra turma será integrada por todos os que possuam uma licenciatura ou equivalente em outra área de formação candidatando-se a terapeutas, podendo (depois de completarem os requisitos da EAP e tendo concluídas as 4 Disciplinas complementares: Psicopatologia, Personalidade, Teorias do Desenvolvimento e Técnicas de Diagnóstico candidatar-se à certificação como Psicoterapeutas).

Biossíntese significa “integração da vida”, é uma psicologia pré e perinatal, transpessoal e uma psicoterapia somática com uma abordagem multidimensional do ser humano.

É uma forma de auto desenvolvimento e autoformação com uma ampla base bio-social e com potencial para aplicações em muitas outras áreas da sociedade além da clínica.

A Biossíntese foi criada há 35 anos pelo psicoterapeuta inglês David Boadella. A sua teoria, bem como uma grande variedade de aplicações práticas, vão sendo constantemente aperfeiçoadas e desenvolvidas pelo International Institute for Biosynthesis (IIBS) e pela comunidade internacional em vinte diferentes países do mundo.

Dia: 23 de Fevereiro 2011
Local: CPSB - Av. 5 de Outubro, nº 122, 5º Esq.
Horário: 18h00 às 22h00
Preço: 40€ novos interessados / 30€ actuais Alunos e Associados C.P.S.B.
Com: Dra. Maria del Mar Cervantes, Psicoterapeuta Somática em Biossíntese e Directora do C.P.S.B.
Vagas limitadas
Confirmação obrigatória para: 21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com

Para os nossos actuais Alunos e os novos Alunos que se juntam ao Curso, estas horas serão contabilizadas no curriculum pedagógico, sendo passado um certificado oficial das horas de formação.



10 de janeiro de 2011

Butoh - Workshop de Movimento

15 de Janeiro de 2011
“Butoh - Dança da Luz e da Sombra”

Workshop de Movimento
Com Ulla Janatuinen

Butoh é uma prática de movimento / dança, que vem originalmente do Japão, em que manifestamos imagens mentais através do corpo e do movimento.


Num workshop anterior trabalhámos o aspecto lúcido do Butoh. Para além de darmos continuidade a esse trabalho, vamos espreitar também o lado sombra. A coragem de enfrentar os cantos escuros no nosso interior traz-nos mais liberdade e força. Olhando para dentro de nós, o conhecimento de nós próprios e a compreensão dos outros aumenta.

O Butoh foi fundado no Japão depois da 2ª Guerra Mundial por Tatsumi Hijikata e Kazuo Ohno. Butoh é uma dança ou ideologia ligada a tudo. A dança surge da vida, da morte, da natureza, do movimento, da energia.

A prática de Butoh pode ser uma via para o melhor entendimento de nós próprios e dos outros. Estabelecendo uma melhor conexão com a realidade podemos criar harmonia à nossa volta. Sentimos uma ligação com a nossa natureza profunda e com os outros. Pelo estado enraizado, aberto e centrado surge naturalmente a compaixão. Podemos sentir uma profunda ligação com tudo que existe.

Os exercícios neste workshop incluem entre outros: Grounding, Energy circulation e Expanding consciousness.

Este workshop é organizado com o intuito de criar uma turma para aulas regulares de Butoh.

Professora: Ulla Janatuinen*
Dia: 15 de Janeiro de 2011 (sábado)
Local: CPSB - Av. 5 de Outubro, nº 122 – 5º Esq.
Horário: 10h00 às 13h00 e 14h00 às 17h00
Preço: 30€ associados / 35€ não associados (Pagamento até dia 13 de Janeiro)
Material: trazer roupa confortável e meias (vamos deixar os sapatos à porta da aula).
Vagas limitadas.
Confirmação obrigatória para: 21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com

Expressão e Comunicação

19 de Janeiro de 2011
“Expressão e Comunicação Psico-Emocional”

Workshop Aberto de divulgação em Biossíntese

Neste encontro abordaremos, para além das bases da Biossíntese, a forma como comunicamos, tanto verbal, como emocional, como ainda corporal, connosco próprios e com os outros.

Ao longo da nossa história vamos recebendo muitos tipos de informação do mundo que nos rodeia, construindo imagens internas por vezes desconectadas do “meu verdadeiro eu”. Também vamos comunicando com todas essas dimensões, tentando sempre encontrar forma de entender e ser entendido, pelo individual e pelo grupo, mas muitas vezes isso torna-se muito difícil e confuso.

A comunicação saudável tem como base uma boa sintonia entre o que percebo do mundo e o que dou ao mundo. Entre o meu ser receptor e o meu ser emissor.

É necessário que na minha expressão exista uma conexão entre o meu racional, emocional e funcional. Tudo precisa de estar em concordância para não entrar num esforço que me esgota abrindo-se um ciclo neurótico (que leva à doença física) em que tanta coisa não é dita, ou é dita sem acesso ao racional, ou sem coração ou sem carga.

A proposta é entender e trabalhar, a partir do lugar em que consigo comunicar verdadeiramente, em direcção àquele lugar em que está a minha dificuldade de expressão.

Trabalharemos: imagens, voz, corpo e energia.

Vamos iniciar o ano dando ao “meu eu” uma expressão melhor. Sejam muito bem-vindos a um novo caminhar.

Professora: Dra. Maria del Mar Cervantes, Psicoterapeuta Somática em Biossíntese e Directora do C.P.S.B.

Dia: 19 de Janeiro de 2011 (quarta-feira)
Local: CPSB - Av. 5 de Outubro, nº 122 – 5º Esq.
Horário: 18h30 às 22h00
Preço: 5,00€ Associados C.P.S.B. / 10,00€ Não Associados C.P.S.B.
Vagas limitadas
Confirmação obrigatória para: 21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com

A RAIVA


Regra geral, temos dificuldade em assumir que sentimos ansiedade, ódio, raiva, porque achamos que não somos boas pessoas se sentirmos isso, quando de facto toda a gente sente em algum momento. Somos o que somos porque temos todos os lados e é importante para trabalhar raiva, angústia, tristeza entender que temos todo um leque de emoções em nós. A ideia de “colocar para trás das costas” não é bom, porque vai ficar aí: nas costas e no corpo. Temos de saber incluir tudo em vez de reprimir, sendo a raiva das emoções mais reprimidas.

O que é esta repressão? Quando vamos em demasia para algo para o qual não estamos preparados o nosso mundo fecha. Tal e qual como quando queremos dizer algo na nossa vida, por exemplo: que precisamos de algo e esse algo não é nutrido, a energia fica contida.

A sensação de raiva

O movimento de emoções mais primitivas começa muito cedo. A raiva sente-se na barriga. É quente, vulcânica. Tem movimento de querer sair e quando não sai implode, indo para os órgãos internos. Quando isto acontece continuamente vira-se contra nós e move-se como carga energética. É curioso como a cultura popular fala disso usando expressões como por exemplo: “maus fígados”, mas há mais formas da raiva se manifestar no corpo.

É algo bom ou mau?

A raiva é um alerta. As emoções são a expressão do sentimento. O sentimento ninguém vê. A emoção é visível: por exemplo na agressividade sai a raiva.

Vamos imaginar que estou com raiva e tenho colocada a minha máscara social recorrendo ao meu melhor lado, se a raiva existe aqui é um sentimento e ninguém vê. A emoção é expressa, vai para fora.

É interessante entender que as emoções mais viscerais (quentes, que vêm das vísceras) já as conhecemos desde muito cedo e têm a ver com mágoa, porque a raiva é a expressão da mágoa, tem a ver com dor.

E o que é a mágoa? Algo que me feriu profundamente, ou porque fui traído, ou roubado, ou me mentiram. A raiva é a expressão da magoa,

A raiva é um mobilizador e tem um objectivo, toda a emoção tem um objectivo. O objectivo é deixar que a emoção saia e quando isso não acontece ficamos com problema. A mágoa precisa de ser mobilizada ou chorando ou dizendo “eu não quero isto pois é mau para mim”.

Quantos conseguem, no momento em que algo incomoda, dizer ao outro o que sente? Não é assim tão fácil. Ficamos no estado neurótico: “se expresso o que vão pensar de mim?”, a raiva branca (assim chamada na psicoterapia).

Diferença entre ansiedade e raiva

Ansiedade: pode ser causada por raiva reprimida e há uma crise de angústia de antecipação, a coisa pode nem acontecer mas tenho medo que aconteça. É uma coisa que me agita ou me colapsa, o contrário da raiva que gera movimento. Ansiedade é um estado “para dentro”, fico agitado mas é uma coisa interna antecipatória que me pode adoecer muito.

Raiva: ou expludo, ou rumino, ou o corpo adoece. Quando é expressa adequadamente liberta-me, infelizmente não aprendemos a fazê-lo, aprendemos desde pequenos que na nossa cultura é feio expressar.

Uma criança cai aos 3 meses precisa de ficar simbiótica com a mãe cuidadora, até ao momento em que, sentindo-se nutrida, se vai afastar da mãe. Se não é nutrida, a criança fica com mágoa e isso transforma-se noutra coisa (a raiva não é só a raiva vermelha em que já não dá para aguentar), pode ser por exemplo: numa angústia constante; na indiferença para irritar o outro; numa irritabilidade constante; numa falta de prazer permanente; etc. Há muitas formas de elaboração da raiva e isso traz-nos muitos problemas porque nos desconecta do que nos está mesmo a influenciar, então como deixa de ser claro até para nós, o outro não entende e o vínculo com o outro não acontece, piorando tudo.

Há 3 grandes formas ou perfis no nosso Eu no momento de expressar a nossa raiva:

Nota: Ninguém é só uma coisa de forma pura, senão estávamos num hospital psiquiátrico.

- DEPENDENTE – não teve tempo de ficar independente porque ficou negligenciado ou abandonado emocionalmente, não havia disponibilidade afectiva ou logística da parte dos cuidadores. Fica então com “um buraco” e quando encontra novamente algo que lhe recorda a mágoa diz: “Ninguém gosta de mim! Ninguém me faz feliz! Fizeste-me isto ou aquilo!” O outro é o culpado de me sentir assim.

Luta por uma injustiça e fica uma raiva de queixume constante que ninguém aguenta. É aquele que lida com a raiva acusando os outros, algo que vem de uma coisa antiga e quando algo “toca naquele lugar” fica uma coisa insaciável.

Transforma a raiva numa mágoa pedinte e fica uma necessidade que nunca é saciada. É difícil de lidar porque parece que o mundo precisa de salvar constantemente esta pessoa. No adulto é comum ver crises de birra, há desespero (não há espera, não há pausa).

Tendência corpórea ou somática (genericamente): nunca descarrega, fica demasiado nas vísceras. Pode desencadear: dor nas vísceras, tendências à auto agressão, tristeza, doenças degenerativas (o corpo fica inimigo dele próprio, a angústia domina o corpo), doenças imunológicas, cancro, etc. Também a tensão no pescoço e queixo tem a ver com abandono, falta de nutrição.

- CONTROLADOR – em contacto com a mágoa sofre de falta de reconhecimento que é a sua primeira mágoa: não foi reconhecido como válido, como importante, como é. E o que faz? Ao conecta com a mágoa, nunca o mostra e fica a ruminar. Recusa-se a sentir e refugia-se na cabeça (no racional). Tenta manipular e argumentar.

Como quanto maior a repressão maior a perversão, a mágoa é tão dolorosa que voltar a sentir novamente é muito difícil. O controlador pode ficar muito parado, começa a ter dificuldades em estar com pessoas de forma a evitar contacto com a mágoa e com a raiva. Se o dependente diz o tempo todo como se sente e que quer um herói, aqui não preciso de ninguém e fico no meu mundo, mas é apenas outra forma de mágoa e fica uma raiva branca, neurótica.

Não admite que algo magoou e foi importante e racionaliza, ficando assim numa borbulha de proteção, relativizando: “Eu aguento porque sou forte, sou evoluído e forte!” “Neurose é coisa de mulher, de gays ou de deficiente”, mas não age.

No corpo afecta sobretudo os ossos e as articulações, uma vez que para manter o que não pode sair ficamos como os jogadores de sumo…

- COMPETITIVO – a história da sua fractura começou na humilhação. Então não só acha que os outros são menos importantes, como assim que têm oportunidade dão a tacada final por vezes muito cruel e visceral. Dizendo coisas do género: “Eu nunca gostei de ti”, inferiorizando, fazendo o mesmo que lhe fizeram, atacam o ego do outro, falando por exemplo do pénis pequeno de um namorado. O ódio, é a expressão máxima da raiva, aí não há controle e pode tornar-se algo assassino.

No corpo pode ser afectada a respiração, o coração, aneurismas, AVC, tudo o que é súbito e com grande impacto. O competitivo aguenta muito stresse e quando cai, cai num abismo. Tem tendência ao stroke.

Em suma:
O “Controlador” normalmente apaixona-se pelo “Dependente”, o “Competitivo” destrói o “Dependente” e o “Dependente” apaixona-se por todos que o cuidam.

O “Dependente” chuta para fora, o “Controlador” calca dentro e o “Competitivo” usa uma mira vingativa pensando “quando encontrar o teu ponto fraco vais pagá-las”.

Podem estar em níveis diferentes, mas todos estes tipos estão em nós. Não há nenhum melhor que o outro, são necessidades de elaborar resposta à mágoa. Em nenhum dos casos a raiva desaparece. Não curo, mantenho a raiva como ela é, desconectado da capacidade de inclusão da minha mágoa e o que quero é não a ver, é negá-la.

Como expressamos a raiva?

É importante entender que a raiva tem a ver com mágoa e avaliar como se expressa no meu corpo e na minha vida.

A raiva é uma emoção que quer ser expressa, se não o faço adequadamente porque expludo de mais, ou racionalizo de mais, ou contenho de mais, somaticamente no corpo há um sítio onde a angústia dá sinal (pode ser no queixo, pescoço, coluna, braços, esfíncter colapsado).

A liberdade emocional anda de mão dada com a responsabilidade emocional. Tenho de me dar conta de tudo o que me afecta e de onde me afecta, decidindo para onde vou dirigir isso.

Quando não estou conectado com o meu Eu mais profundo não entendo a minha raiva e em vez de expressar: “Estou triste, é difícil que vás embora da minha vida”, digo coisas como: “Se te vais embora a minha vida acaba! Não vou saber sobreviver!” (Dependente), ou “Não és tu que queres ir, sou eu que te coloco fora” (Controlador), ou “Vais pagá-las!” (Competitivo).

A verdadeira expressão é quando consigo integrar numa dança entre: o que sinto, o que penso e o que faço.

Quanto mais tempo passar entre a expressão da minha raiva mais transformado e enganador vai ficar aquela história e mais cheia de coisas intermédias. No fundo todas as coisas que me desconectam no presente têm a ver com coisas mal resolvidas, coisas não expressas.

A raiva saudável é a que me mobiliza para tomar um partido, para algo que me ajuda a equilibrar. A raiva patológica é a que expressa uma emoção diferente da que existe em nós na realidade.

Fontes de raiva:

O que me dá mais raiva: A traição? A mentira? A indiferença? A exploração? O que é insuportável para mim?

- Traição: é um insulto à minha auto-estima, porque alguém faz algo não me dando valor suficiente. Para quem tem fraca auto estima a traição é “mortal”.

- Mentira: quando alguém me mente sinto que não sou merecedor da verdade e que sou tratado como um débil mental, não sou visto como alguém importante, sou tratado como alguém que é incapaz.

- Indiferença: alguém me diz que não me vê, não me valorizam, então eu insurjo-me!

- Exploração: em que curiosamente eu permito. Tenho dificuldade de colocar fronteiras. Fico num lugar muito tempo mesmo quando não é bom para mim (tal e qual como alguém que é muito contido fica um alvo fácil de exploração até que um dia explode).

Como seria a expressão normal da mágoa?

Tristeza? Choro? O trabalho é sempre interno, de inclusão e digestão de tudo o que nos acontece, é lógico que com o outro à frente ajuda a que seja feito de forma mais concreta. Mesmo que tenha passado algum tempo pode-se marcar um encontro (não esperando nada) e dizer como me senti e que fui ferido.

Muita gente acha que é compassiva e super evoluída, mas surpreende-se cedendo a emoções primitivas.

No verdadeiro processo de evolução, temos capacidade de lidar com qualquer mágoa, connosco e com o outro. Eu entendo, acolho e permito dar-me conta de que estou com este sentimento. Quando nós conseguimos não só racionalizar como aceitar, respirar e incluir esse sentimento, fica muito mais fácil.

O que seria o saudável? Imaginemos por exemplo que temos de caminhar conjuntamente com o amor, a tristeza, a raiva, a alegria, a compaixão. Se imaginarmos que têm corpo físico como o de uma pessoa, como os vamos organizar para não perdermos nenhum de vista? Como vamos caminhar na rua movendo tudo de forma harmoniosa? Parece uma brincadeira, andar e mobilizar-se e incluir tudo, damo-nos conta de que fica difícil incluir tudo e que é difícil mover-me se não encontrar forma de os dinamizar, a clareza que tenho de ter é que não arrancamos a nossa história. A nossa história não muda, o que muda é a forma como danço com ela, como expresso, como me movo, como posso expressar a mágoa e como posso estar em frente à mágoa com alguém que me faz recordar isso e aceitar e integrar, entendendo de onde vem (de onde conhecemos este sentimento? Quando começamos a fazer isto?)

A expressão adequada da raiva é uma modulação em que eu me faço entender e me expresso. O que acontece habitualmente é que faço uma má expressão no momento e escolho pessoas parecidas com a família de origem (por exemplo: pai ausente transposto em homens indisponíveis), como se o mundo me desse uma nova hipótese de resolver. Sistemicamente chega a ser assustador, acabamos por repetir situações que tão bem conhecemos. Se algo é bom e resolvi é continuidade, se não é, é uma repetição.

Recorremos a esquemas mentais e emocionais tentando não morrer de dor, mas ao evitar a morte evitamos a vida.

O controlo das emoções é uma armadilha, não é o controlo mas sim a auto regulação que promovemos na Biossíntese. Tem a ver com uma gestão entre visceral, mente e ação. Só incluindo tudo saberei gerir.