29 de setembro de 2010

Próxima Terça-feira (5/10): Workshop Aberto - “Integração da vida pessoal e profissional”

Os horários, os transportes, o stress constante, os compromissos profissionais crescentes, alteram a nossa percepção sensorial, afectando toda a nossa vida e acabando por distorcer a forma como nos vemos, como vemos os outros e como vivemos as nossas relações com as pessoas que nos rodeiam.

Saber integrar os “dois mundos” para viver em pleno uma vida completa, exige conhecimento dos nossos limites e das estratégias para enfrentar os desafios que a vida nos reserva.

Corremos o risco de alterar as nossas prioridades essenciais e ser absorvidos pelo frenesim profissional, ficando sem tempo para nós, para os que amamos, muitas vezes perdendo-os por isso e até perdendo a nossa saúde, últimos recursos que o nosso corpo tem quando a "cegueira, psico-emocional" se instala em nós.

Este será um workshop de duração maior do que o habitual, que tem como objectivo demonstrar a possibilidade de encontrar formas de auto-regulação nos diferentes territórios, dando a importância devida a cada um, assim como canalizar os recursos internos que tantas vezes nos esquecemos que estão em nós e a que chamamos "potencial evolutivo"

Por que: VIVER A VIDA EM PLENO não é um objectivo e sim, na realidade, a verdadeira finalidade da nossa existência.

Professora: Dra. Maria Del Mar Cervantes, Psicoterapeuta Somática em Biossíntese e Directora do CPSB

Dia: 05 de Outubro de 2010 (terça-feira)
Local: CPSB - Av. 5 de Outubro, nº 122 – 5º Esq.
Horário: 09h30 às 18h30, intervalo das 13h30 as 15h
Preço: 15€ associados / 20€ não associados

Confirmação obrigatória para: 21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com
Vagas limitadas a 40 participantes

23 de setembro de 2010

Felicidade - Fluir e Ser.

O tema, daria para muito mais do que as quatro horas disponíveis. O convite era dar um breve mergulho no tema, e compreender onde por vezes tropeçamos ou ficamos em colapso.

“A felicidade é um conceito simplesmente difícil ou dificilmente simples” – comentou Maria del Mar.

Precisamos de entender, temos necessidade de dar nomes às coisas. Mas quando entendemos “o sumo”, o sentido verdadeiro do movimento da vida, como estamos nesse movimento e fluímos, chegamos a um sentir profundo, à certeza de que estou “no bom caminho”, e aí não precisamos tanto de dar nomes.

O que é na realidade a felicidade?
A capacidade de fluir com a vida? Um estado de ser? Sentirmo-nos bem connosco e com o mundo? Algo subjectivo porque cada um a vive de forma diferente? Um caminho? – Os participantes foram lançando algumas ideias.

Maria del Mar teceu algumas considerações, após explicar sucintamente como é feita a abordagem em Biossíntese ao tema:

- A felicidade não é nunca absoluta, tem momentos, é impossível estar em transe permanentemente, porque frustramos e ficamos insatisfeitos e conforme vamos evoluindo algo me move. É feita de momentos e se possível visitada com assiduidade.

- É um estado e não uma condição. Algo que se sente e quando sinto, se estou consciente do meu eu, é de facto real, é algo profundo, desde a ponta do dedo do pé até à ponta dos cabelos.

- Dá trabalho e precisa tempo. Não chega parar, ficar ali encasulado e não fazer nada, precisa que a mimemos, a homenageemos, a reguemos, a apreciemos, é algo não permanente e por isso tenho de cuidar. Eu não posso fazer feliz o outro (embora seja o que romanticamente me vendem), ninguém é detentor da felicidade do outro.

- O dinheiro ajuda mas não “dá felicidade”

- As religiões e filosofias não são felicidade, observa-se muita pseudo-espiritualidade em que parece que se não se pertencer a algo não se será feliz. O verdadeiro mestre é quem te ensina a seres tu, há um reencontro não é um deixar-me no colo do outro.

- Estamos em constante mudança. Quando chegamos ao cimo de uma montanha o que fazemos? Continuamos a subir. Já dizia Bucay.

- A coerência do meu eu – se eu sou eu, e tenho gostos, princípios e aptidões, qualidades que descobri, tenho de lhes ser fiel, tenho de cuidar do meu caminho com aquilo que eu sou. Senão vou ficar na angústia e sentir-me perdido. Se eu sou bom a escrever, vou tentar cuidar disso e faço-o nos tempos livres, em part time ou como hobby mas eu não posso abandonar o meu eu. Muitas vezes pergunto aos meus pacientes: se fosses livre, se não tivesses limitações de tempo e de dinheiro o que fazias? Uma paciente disse-me: Dançava. Hoje em dia entra em concursos de dança, continua como professora, mas tem esse seu tempo para se expandir, deixou de ter enxaqueca, passou a dormir melhor… Importa descobrir quem sou eu. Quando a nossa mãe por exemplo nos dizia “não prestas, não vales nada”… já nem sei quem sou. Quando sou castrado a tendência é “brigar”. Perante pai e mãe difícil há quem resista e outros para quem o movimento é a desistência.

- a aceitação da realidade – tal e qual como é, com factos, é difícil. Numa experiência feita numa Universidade, pegou-se num grupo de alunos e deram-lhes ratos para observarem o seu desempenho, dizendo-lhes que os ratos cinzentos tinham pior desempenho geneticamente do que os brancos. No final da experiência, em que se confirmou que o grupo de ratos cinzentos tinha pior desempenho por observação dos alunos, foi revelado que os ratos cinzentos tinham sido pintados. Demonstrando a experiência quanto à prior uma crença pode conduzir a um resultado falso. Não dá que pensar? Por à prior termos algo que “já vestimos”, deturpámos a realidade que temos.

- a aceitação dos desencontros – quando há algo que não controlamos e planeámos de determinada maneira (os controladores quebram, têm febre, derretem, porque aquilo não se esperava que fosse assim), o vínculo fica problemático e acontecem muitas coisas. Desencontros acontecem. Tenho direito à indignação, mas chega um momento em que tenho que aceitar, como o pai alcoólico que vou ter que aceitar como sendo a minha realidade, ou o pai ausente, em vez de chegar aos 50 anos à espera que ele me olhe e me receba e me diga algo que nunca vai dizer.

- aceitar, aceitar-se e aceitar os outros mas com entendimento. – A aceitação só existe quando há entendimento profundo, senão é só cognitiva, e se eu fico a conter e a conter mais tarde ou mais cedo vou explodir. Aceitação não é o mesmo que aceitar porque não tenho outro remédio. Temos que aceitar, com entendimento profundo, com serenidade verdadeira, para poder ver essa realidade, como seja o homem ou mulher que me deixou porque deixou de me amar (deixar ir). A aceitação com entendimento é também poder aceitar o que está à minha volta.

- a felicidade é diferente de desejo mas confunde-se. - Quando nos sentimos completos, não quero perder esse meu estado. No desejo, eu estou constantemente a sair do meu estado para procurar o que me falta, para ter felicidade, quando na verdade quando estou bem comigo mesmo as coisas surgem. Quando me encontro no meu eu, centrado, fico disponível onde quer que esteja para o que a vida me tenta dar. É como ir para a Índia para se encontrar quando na realidade é melhor encontrar-se primeiro e depois ir lá. Não quer dizer que não seja bom desejar.

- distinguir necessidade do imprescindível. – É diferente. Aprendi isso de forma muito simples fazendo malas de viagem que depois se perdiam… para evitar tudo isso o melhor é viajar com o imprescindível, o indispensável mesmo. Para mim foi importante perceber que não precisamos de bagagem nenhuma e ás vezes é bom perguntar se sem a nossa vida de consumismo não viveríamos muito melhor.

- apego/ falso apego – é apego quando sem essa coisa eu sinto que me fragmento. Se não saio de casa sem aquele anel por exemplo pois sem ele não me sinto vestida, ou sem o carro… parece que me sinto sem chão, preciso de coisas exteriores. Apego às pessoas é outra coisa: a dependência, a simbiose… o outro não pode ser detentor da minha felicidade, o que acontece muitas vezes é o falso apego ou o falso desapego. Encontro pessoas que dizem: “eu não posso perder mais nada porque não tenho nada” a pessoa sente que perdeu muito e sente que não tem nada. Em vez de ser e depois ter, precisa de ter para ser.

Mas o tema de hoje é felicidade, fluir e ser. Sem entrar em contacto com o nosso ser não vai ser possível fluir e sermos felizes. Sabem a história da cebola: camadas e camadas, retiramos uma ao retirar certa frase do meu pai que não tem a ver comigo, porque por exemplo eu sou uma menina e o meu pai queria que nascesse um menino. Despirmos isso tudo e ficar nus desprovidos de todas essas camadas que nos cobrem e não nos deixam chegar a esse centro de nós.

A seguir, passou-se a uma parte prática. Caminhou-se, respirou-se, sentiu-se o corpo, e lançou-se a pergunta:

Se eu só fosse eu, e fosse possível ser mesmo só eu, qual era a coisa que eu faria?

Inspirava-se a pergunta e expirava-se a resposta para si mesmo, partilhando-a depois com uma a duas pessoas. A seguir ancorava-se isso no próprio corpo de cada um, sendo diferente para cada um e trabalhando em pares.

Falou-se na forma de trabalho na psicoterapia corporal. O nosso corpo guarda a memória emocional. A alma precisa de movimentos lentos.

No final levamos connosco as 3 máximas do caminho da felicidade (originário de S.Francisco):
- força para mudar aquilo que posso mudar na minha vida
- serenidade para aceitar o que não posso mudar na minha vida
- sabedoria para distinguir entre uma e a outra.

Como já dizia Raúl Solnado:" Façam o favor de Ser Felizes."

7 de setembro de 2010

Diz-se alguém com “garra”, que vive em equilíbrio consigo e com o mundo. Mas nem sempre foi assim. Durante anos, Marta, de 39, viveu “à deriva” – a expressão é dela. Lá atrás no tempo, a jovem descontraída e optimista transformou-se numa adulta “cinzenta, e mal com a vida”. O que aconteceu? “Cresci e passei por experiências que me obrigaram a proteger do mundo. Quando isto acontece, criamos camadas sobre a nossa essência, o que por vezes nos provoca uma certa apatia, inclusivamente em relação a nós mesmos”, explica, agora em processo de auto desenvolvimento. Sendo algo intrínseco a todos os seres humanos, o melhor de nós existe e está sempre lá. Por que será então tão difícil, por vezes, trazê-lo ao de cima? Porque escolhemos ignorá-lo, permitimos que nos anulem esse legado ou, no limite, convencemo-nos de que não somos suficientemente válidos para o ter e, como tal, não o podemos ir buscar? As respostas são múltiplas.

Pode ter a ver com a forma como fomos educados -  a liberdade a mais ou a menos que nos foi dada, a medida de amor e desamor que recebemos - e a forma como encaramos e gerimos o que vivemos. Mas também com a influência que algumas pessoas têm sobre nós, embora os especialistas esclareçam que, em parte, somos responsáveis pelo que nos acontece.

A fórmula é simples: as pessoas que não nos valorizam não nos merecem. Logo, há que ter a coragem de as manter longe. É válido nas relações de amizade e de amor.

“Viver as experiências que a vida nos oferece é obrigatório, sofrer ou aprender com elas é uma opção”, defende Matthieu Richard, o monge budista com obra escrita sobre a Felicidade, que esteve em Lisboa a 26 de Maio passado, para uma conferência sobre o tema. Richard defende que este estado de satisfação é uma capacidade que se conquista com algum esforço, exercitando as emoções positivas. E que é possível mudar fisicamente o cérebro por meios dos pensamentos que escolhemos ter.

Todas as pessoas têm capacidades que, activadas, são um caminho para a classificação dos dois especialistas em Psicologia Positiva para dar aos pacientes que duvidam ter estas competências. “A percepção que a pessoa tem de si, às vezes, está desfocada. O que acontece é que estamos muito focados no que pode acontecer-nos de mal e nas características negativas”, comenta Ana Caetano. Em termos evolutivos, as coisas más têm um valor de sobrevivência. “Quem arquivou mais experiências de medo ficou mais preparado para o que pode pôr em perigo a vida.”

Ainda temos “uma educação muito focada no erro. Aquilo em que eu foco a minha atenção é aquilo que acaba por se tornar a minha realidade”. Ana Caetano concorda que certas experiências e a influência de algumas pessoas podem ser obstáculos a esta procura do nosso eu mais profundo. Mas é peremptória: “Não podemos impedir-nos de sentir, podemos é gerir aquilo que sentimos”. A especialista fala na possibilidade de olhar as emoções como se fossem uma bússola: tal como este instrumento, dizem-nos onde estamos e podem orientar-nos.

“As emoções e sentimentos dão-nos muito a perspectiva do que está ao nosso alcance – ou seja, eu sinto-me de determinada maneira, pergunto-me porque me sinto assim; concluo que não quero sentir-me dessa forma, por isso quero ir por outro lado.”

Em matéria de capacidades ou competências, a boa noticia é que não só podemos ir buscá-las quando estão “esquecidas”, como também optimizá-las. A psicologia pode ajudar nesse sentido, sobretudo quando o problema se fica a dever a bloqueios muito concretos, que envolvem medos e angústias. “É preciso ser pró-activo e procurar porque é que eu sou de determinada forma. E, em alguns casos, o que é que eu ganho em pensar sempre o pior”, diz Ana Caetano.

O melhor de nós a nível mais profundo, mais psicoterapêutico, até mais espiritual, está na nossa essência”, defende a psicóloga clínica e psicoterapeuta somática Maria del Mar Cervantes, directora do Centro Português de Biossíntese. Lembra que a nossa essência é um lugar isento de culpas e condicionalismos socioculturais, e que, quando temos acesso a ela, “estamos em contacto com a felicidade e a serenidade, mas também com a capacidade de lidar com as adversidades”.


Muitas pessoas vivem muito longe do que são, das suas melhores qualidades, porque acumulam pela vida fora “impedimentos, falsas visões, auto-enganos, frases que lhes foram ditas e uma ou outra imagem deturpada”. E defende que o contacto de cada um com o seu melhor passa por um trabalho profundo de entrega e compromisso. Apresenta a Biossíntese como uma forma de lá chegar – a psicoterapia somática como uma abordagem multidimensional do ser humano, que constitui a “integração da vida”.

Ao contrário da ruptura com o que se foi acumulando ao longo dos tempos, sejam falsas visões, sejam experiências dolorosas – a que Maria del Mar se refere como “as máscaras que vamos acumulando” - , a especialista propõe a integração das mesmas. Esta integração “faz-se de forma serena, homenageando o passado que nos acompanhou – Coisas que já não nos sirvam, como a vergonha excessiva, o stress e a tensão, mas que, em algum momento, nos foi útil”. O objectivo de integrar estas camadas que foram obstruindo a nossa essência não é ficar perfeito, iluminado ou curado, sublinha, “mas o de estar a caminhar sempre e a melhorar sempre, como ser humano, descobrindo o que se é e o que nos faz pulsar”, de forma a atingir cada vez mais um estado de satisfação. “Precisamos de regredir para progredir”, conclui.

Ana Caetano apresenta o brainspoting como via para trazer ao de cima o melhor de nós. Justifica-se tanto mais quanto o bloqueio se fique a dever à vivência de experiências traumáticas. A outra via igualmente eficiente é o EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing, em português Dessensibilização e Reprocessamento através do Movimento Ocular).

Independentemente da abordagem que se escolha, é importante rodearmo-nos de pessoas boas que gostam de nós e de quem nós gostamos, e de nos mantermos perto de quem nos valoriza.

Artigo: Julia Serrão | Revista MÁXIMA | Outubro de 2010

6 de setembro de 2010

A arte de aprender a fluir


A nossa possibilidade de fluir permite-nos, por exemplo, estar em consonância com os nossos cinco sentidos e utilizá-los em algo que gostamos de fazer.
Deixarmo-nos surpreender, sermos curiosos, descobrir pequenos prazeres e saboreá-los, gerir sem stress o tão precioso tempo.
Sorrir mais, sermos criativos, acreditar em nós, arriscar, não ter medo das emoções fortes......
Este será um Workshop de encontro comigo mesmo.
Com o meu cuidador interno verdadeiro, descobrindo se realmente me cuido para - fluir e sentir a felicidade...

Dia: 14 de Setembro de 2010 (terça-feira)
Local: CPSB - Av. 5 de Outubro, nº 122 – 5º Esq.
Horário: 18h30 às 22h30
Preço: 5€ associados / 10€ não associados
Confirmação obrigatória para: 21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com
Formadora: Dra. Maria Del Mar Cervantes, Psicoterapeuta Somática em Biossíntese e Directora do CPSB.

1 de setembro de 2010

Renovando Freud

Uma pessoa repousando sobre um divã, o psicoterapeuta atrás, escutando e tentando saber qual é o mal do paciente. Esta imagem, tão relacionada com a figura de Sigmund Freud e a sua psicanálise, mudou. Outras correntes, outras especialidades que abarcam mais do que a análise puramente psicológica do ser humano também encontram lugar na realidade actual. Entre essas correntes encontra-se a Psicoterapia Somática em Biossíntese, que trabalha “o pensamento, a emoção, o movimento, a parte energética e espiritual” do ser humano.

Nestes momentos, precisamente, o Instituto de Psicologia Integral Baraka, que se encontra na Rua de San Juan de Donostia, acolhe uma Pós-Graduação de especialização para aqueles que desejam aprofundar essa corrente. A Pós-graduação é leccionada em 35 países do mundo, tem uma periodicidade de 3 anos, 1.000 horas repartidas por 8 fins-de-semana no ano. os alunos, com perfil de psiquiatras, psicólogos, médicos, psicoterapeutas e professores, entre outros grupos afins, trabalham em workshops, onde se mistura teoria e prática, e onde cada um será tanto paciente como terapeuta.

Para a primeira sessão, levada a cabo este fim-de-semana, a Pós-graduação contou com a participação de Maria del Mar Cegarra, psicóloga clínica, psicoterapeuta somática em Biossíntese e co-directora do Centro de Psicoterapia Somática em Biossíntese em Portugal. Maria del Mar explicou que na sua experiência pessoal como psicóloga clínica tinha conhecido diferentes técnicas, “algumas muito boas para o corpo, outras muito boas para o espiritual, outras só para o patológico, e outras só para o verbal”, mas só com a Biossíntese conseguiu “integrar todo esse conhecimento e dar a cada pessoa o que precisa”.

Não é em vão que uma das particularidades desta corrente é que oferece uma resposta concreta aos problemas de cada paciente, uma vez que cada terapia “é única, personalizada e para cada pessoa será diferente”. “Um que para uma pessoa é bom – continuou – para outra é veneno”. Observou também que cada sessão é distinta para cada um e esta começa com uma conversa e chega um momento em que surge “algo que se pode aprofundar, por exemplo, através do corpo”. O toque terapêutico, uma massagem e, inclusivamente, a dança, entre outras, podem ser empregues como medida terapêutica.

Outro factor a estudar: A espiritualidade

A Bíossintese também tem em conta a “espiritualidade verdadeira”, entendida como aquela que não tem de estar ligada “nem a Tao, nem a Buda, nem a Jesus Cristo”. Ainda assim, os credos também ajudam. “O ser que é também espiritual, para além de psicológico, é um ser que está numa harmonia muito maior com tudo o que o rodeia, desde o céu à Terra, aos elementos, às pessoas, à Humanidade, ao cosmos. E se nisso Jesus Cristo, Buda ou Alá ajudam, tanto melhor”, afirma Maria del Mar, ao mesmo tempo que acrescentou “todos os credos são respeitados”, mesmo que a própria Biossíntese não contemple nenhum.

Para esta corrente, a espiritualidade é alcançada na maturidade do ser humano, quando este quer “conectar-se com algo superior” e atingir uma “consciência mais alargada, mais do aqui e agora, ver o mundo de uma forma mais global, contactar muito mais com a natureza”. A espiritualidade em Biossíntese – também chamada Bioespiritualidade – é uma “base sólida de sentir-se integrado no todo que nos rodeia”.

Entrevista dada pela Dra Maria del Mar ao Jornal Noticias de Gipuzkoa (Espanha) Domingo 21 de Março de 2010