30 de julho de 2010

Solidão. Ou não.

Imagem: Wordpress
“Se possuísse uma canoa e um papagaio, podia considerar-me realmente como um Robinson Crusoé, desamparado na sua ilha. Há, é verdade, em roda de mim uns quatro ou cinco milhões de seres humanos. Mas, que é isso? As pessoas que nos não interessam e que se não interessam por nós, são apenas uma outra forma da paisagem, um mero arvoredo um pouco mais agitado. São, verdadeiramente como as ondas do mar, que crescem e morrem, sem que se tornem diferenciáveis uma das outras, sem que nenhuma atraia mais particularmente a nossa simpatia enquanto rola, sem que nenhuma, ao desaparecer, nos deixe uma mais especial recordação. Ora estas ondas, com o seu tumulto, não faltavam decerto em torno do rochedo de Robinson - e ele continua a ser, o modelo clássico da solidão.” - Eça de Queirós, in 'Correspondência'

Sigmund Freud, Marguerite Duras, Agostinho da Silva, Agustina Bessa-Luís… muitos são os grandes autores, pensadores e escritores que falam do grande tema: Solidão.

No Centro de Psicoterapia Somática em BIOSSÍNTESE, uma vez por mês, escolhe-se um tema interessante e realiza-se um workshop aberto para falar da abordagem da BIOSSÍNTESE ao tema em questão. Desta vez: a solidão.

Os motivos que levaram os cerca de 30 participantes a mais um animado workshop, desta vez sobre um tema que, de forma mais ou menos sentida, toca a todos, foram variados:

Houve quem partilhasse que era um dos seus grandes medos; houve quem dissesse que gostava de estar sozinho e quem achasse estar só muito triste; quem confessasse corajosamente que vive com a solidão; quem dissesse que raramente se sentia sozinho mas que o conceito perturbava; quem comentasse que o seu diálogo interno é tão intenso que nunca se sente só, ou quem, pelo contrário, nos diz que é insuportável estar só; houve quem questionasse “o que é isto estar sozinho e acompanhado?”; quem achasse o tema assustador; quem tivesse interesse em saber como podia ajudar os outros a sentirem-se menos sós; quem quisesse aprender mais pela profissão que exerce como cuidador, enfermeiro ou terapeuta; quem queria entender porque já sentiu estar acompanhado quando sozinho e estar extremamente só acompanhado; quem quisesse ainda, por ser estrangeiro e ter outra cultura, saber como lida o povo português com este assunto; quem fosse por reconhecer na formadora uma experiência sempre rica e interessante; quem achasse simplesmente o tema interessante; quem sentisse que podia aumentar o seu conhecimento e houve ainda quem fosse por mera curiosidade.

A Dra. Maria del Mar, (Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta) explica-nos no seu discurso envolvente:

16 de julho de 2010

SOLIDÃO - Workshop aberto

"Por que me sinto só? Por que estou só? Por que é tão difícil estar com os outros ou talvez estar com alguém? Por que parece que nada é interessante ou ninguém interessante aparece na minha vida? Onde estão as pessoas interessantes? Serei eu uma pessoa interessante? Por que é que o meu relógio biológico não pode parar?"
Muitos destes Porquês assaltam cada vez mais o ser humano levando-o à tristeza ou ao desespero. O desencontro permanente, a decepção, a dor, o aparente "nada" está a tornar-se cada vez mais presente nas nossas vidas.

Neste pequeno encontro, a proposta é dar a conhecer a Biossíntese como forma de vida Integrada e pulsante, assim como poder contactar com pessoas que como nós, querem entender, fluir e melhorar o seu contacto humano.

Dia: 28 de Julho de 2010 (quarta-feira)
Horário: 18h30 às 22h30
Local: CPSB - Av. 5 de Outubro, nº 122 – 5º Esq.
Investimento: 5€ associados / 10€ não associados
Confirmação obrigatória para: 21 793 53 26 ou geral@cfpsb.com
Formadora: Dra. Maria del Mar Cervantes, Psicoterapeuta Somática em Biossíntese e Directora do CPSB.

8 de julho de 2010

AGENDA

Foto by idg. Artist: David Mach

26 de Julho 2010 - Lisboa
Workshop Livre de Introdução em Biossíntese
Abertura de Pós-graduação Formação de Psicoterapeutas (Setembro)
Abertura do Curso Livre de Auto-Desenvolvimento (Setembro)
Objectivo: Divulgação/demonstração do trabalho realizado na Escola de Biossíntese
Custo: Gratuito
Horário: 19h-22h
Inscrição obrigatória: geral@cfpsb.com Telef.: 21 793 53 26

2 de julho de 2010

Como gerir a ansiedade emocional e mental? A expressão no corpo.

Image by: Psicologia 10
“Não consigo dominar, este estado de ansiedade, a pressa de chegar, para não chegar tarde. Não sei do que é que eu fujo, será desta solidão? Mas porque é que eu recuso, quem quer dar-me a mão?”

A música de António Variações poderia servir de banda sonora para o inicio de mais um interessante Workshop aberto em Biossíntese, que teve lugar no passado dia 29 de Junho com a Dra. Maria del Mar, e que pretendeu abordar diferentes técnicas psícocorporais para o diagnóstico, prevenção e tratamento.

Falta de ar, cansaço, irritabilidade, noites mal dormidas, angústia, dores abdominais, dores no peito, pressa… muita pressa. Reconhece estes sintomas? A maioria deles estão presentes em pessoas com doses altas de stress e ansiedade. Todos eles, são sinais de sobrecarga e alerta.

Existe sempre um certo nível de ansiedade saudável, o que é fundamental para que seja possível reagir aos estímulos externos adequadamente. No entanto a ansiedade pode tornar-se num factor de desgaste, sendo o stress uma das queixas mais comuns da nossa sociedade.

A ansiedade é mais do que stress, é uma forma de tensão que se exprime de forma determinada em cada um de nós. Há pessoas que manifestam uma forma de ansiedade interna não a tornando sequer consciente. Consoante a expressão da minha tensão se expresse de forma mais explicita, mais complicado se torna o meu vínculo com os outros.

Há 5 grandes formas de tensão/ansiedade: muscular, mental, emocional, autónoma e espiritual. Qualquer um destes estados, vivido de forma prolongada, torna-se patológico e muitas vezes nem me dou conta da sua existência: