Segundo Reich, existem quatro
distúrbios que podem ser observados na respiração de um indivíduo e que são
abordadas na Biossíntese, quer na formação, quer na terapia, e são eles os
seguintes:
1) Respiração presa por couraça
rígida (tipicamente rígido): o problema surge com o abandono, e existe um
escudo em todo o corpo. Não há contacto com as emoções, pois isso é demonstrar
fragilidade. A respiração é mais torácica, com muitos suspiros. Nesta respiração
caracteriza-se por um enrijecimento dos músculos do peito e contracção
(apertar) das costelas, com uma correspondente redução da livre mobilidade do
diafragma. A respiração destes indivíduos é um respirar sem sentimentos.
2) Respiração intestinal (tipicamente
masoquista): não lidera, não avança, é uma respiração comprimida, para baixo e
com muita expiração. Há um encouraçamento centrado na pressão abdominal, uma
intolerável pressão no abdómen e os pacientes normalmente demonstram o medo
que tem de levar um soco na barriga. A sensação que é a de que os seus sentimentos
são engolidos e permanece uma grande tensão no diafragma.
3) Respiração como acto de
“sugar”: estes indivíduos respiram na fome e podem ser caracterizados como
histéricos e orais. A sensação que prevalece é a de que conseguem sugar as
nossas energias quando se aproximam demasiado. São pessoas que se sentem
constantemente vazias, necessitadas e descarregadas. Na respiração, ficamos com a sensação de que
o paciente vive com fome do ar.
4) Respiração do nascido e do
não-nascido (tipicamente esquizóide): nestes casos, verificamos que o paciente
está virado para dentro de si mesmo, a sua respiração parece inexistente, e
dificilmente a conseguimos ouvir. Quanto mais inactivo o aparelho respiratório,
mais próximo do útero se vai sentir o indivíduo, e mais protegido se sentirá.
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